Artigo: Produtos fitossanitários biológicos

Por José Otavio Menten, Diretor Financeiro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), Vice-Presidente da Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior (ABEAS), Eng. Agrônomo, Mestre e Doutor em Agronomia, Pós-Doutorados em Manejo de Pragas e Biotecnologia, Professor Associado da ESALQ/USP.

Os produtos fitossanitários são muito importantes para reduzir os danos causados pelas pragas agrícolas (organismos nocivos às plantas cultivadas) e contribuem para que as plantas expressem seu potencial de produtividade. Atualmente, apesar do Continuar lendo

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Aeroportos e Meio Ambiente

*Jorge Paixão

É quase uma unanimidade a alegria de entrar em um aeroporto e poder viajar para lugares longínquos. Aeroportos permitem a logística do transporte aéreo de passageiros e cargas e para realizar todas essas atividades são utilizados diversos recursos naturais renováveis como água e não renováveis como petróleo. A água é um recurso renovável escasso em algumas regiões, assim o seu consumo racional e reaproveitamento Continuar lendo

Artigo: Qual o seu ritmo para a neurobiologia vegetal?

tejon2Por José Luiz Tejon Megido, Conselheiro Fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM, Comentarista da Rádio Jovem Pan.

Como outubro foi o mês das mulheres do agronegócio, vejam só essa notícia hiper sensível que recebemos da China, que além de tudo, significa hoje, o nosso importante e maior cliente do agronegócio brasileiro.

Você acredita que plantas sejam sensíveis a música? Aos mantras, por exemplo? Muito bem, uma experiência chinesa acredita que tocar mantras budistas em campos de arroz aumentam a produtividade da colheita.

Um Dr. Chamado T.C. Singh, que foi chefe do Departamento de Botânica da Annamalia University, na Índia, disse que um campo de azaleia crescia 20% mais rápido Continuar lendo

Artigo: Desperdício gigante

Por Coriolano Xavier, Vice-Presidente de Comunicação do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), Professor do Núcleo de Estudos do Agronegócio da ESPM. 

Em outubro celebrou-se o Dia Mundial da Alimentação (16), instituído em 1981 pela FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, com o objetivo de conscientizar as lideranças mundiais e opinião pública em geral sobre as questões de segurança alimentar e seus impactos sobre o desenvolvimento econômico e a paz mundial.

A escassez de alimentos no mundo já não é tão aguda como há meio século. Mas estima-se que 800 milhões de pessoas ainda vivam em uma situação de insegurança alimentar, sem acesso a uma alimentação saudável, de qualidade ou em quantidade suficiente para suprir as suas necessidades. No Brasil, aliás, a segurança alimentar é um direito que está na lei, uma expressão de cidadania (Lei 11.346/2006).

Mas tem outro assunto alimentar cuja solução o homem ainda está devendo para si mesmo: o desperdício de alimentos. E olha que é um desafio gigante: 1,3 Continuar lendo

Economia circular, o passo necessário para negócios sustentáveis

*Por Emiliano Graziano

Um dos principais desafios dos executivos atualmente é como tornar o seu negócio mais sustentável. Há algum tempo, a sustentabilidade deixou de ser um atributo auxiliar e passou a direcionar os modelos de negócios das empresas líderes de mercado. Nesse sentido, hoje percebemos que os avanços mais importantes são alcançados graças a temas e atividades vinculadas ao conceito de economia circular. Essa é a estratégia mais simples e direta para reduzir o desperdício dos recursos – uma vez que sua atuação se amplia para toda a cadeia de valor – e gerar novas oportunidades de negócios.

Economia circular é muito mais do que a gestão de resíduos. O conceito engloba manter os recursos em uso o maior tempo possível, minimizar sua disposição, Continuar lendo

Cidades: questão ambiental e voto

Por Coriolano Xavier, Vice-Presidente de Comunicação do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), Professor do Núcleo de Estudos do Agronegócio da ESPM. 

O desperdício de alimentos parece uma endemia da modernidade. Os Estados Unidos, por exemplo, estavam jogando no lixo ou largando pelo caminho cerca de 40% dos alimentos, considerando-se o ciclo da fazenda ao garfo.¹ No Brasil, fala-se em desperdício alimentar de 20 a 30%. O desperdício em si já é uma questão moral, pois subtrai parcela do direito a vida de milhares de famintos que habitam o planeta. Mas o nosso foco, aqui neste comentário, é o problema que isso representa, enquanto fator gerador de lixo.

Mas não fica nisso, pois  além da enorme quantidade Continuar lendo

Artigo: Carne ambientalmente sustentável

Por Coriolano Xavier, Vice-Presidente de Comunicação do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), Professor do Núcleo de Estudos do Agronegócio da ESPM

Os problemas e surpresas do Brasil são tantos, e a cada dia, que a gente acaba se esquecendo das coisas boas e dos avanços que acontecem por aqui. Um desses casos – na verdade um grande exemplo — está na suinocultura, que transformou uma questão de passivo ambiental em uma bela solução, através da biodigestão dos dejetos gerados na atividade. Hoje, cerca de 75% da carne suína produzida no país sai de granjas que tratam os dejetos com biodigestor.

Tudo começou por volta do ano 2000, um pouco antes talvez, com a conscientização dos produtores sobre o forte impacto ambiental dos dejetos da suinocultura, cujo rebanho somava à época cerca de 30 milhões de animais e hoje está na casa dos 38 Continuar lendo

Humanidade entra no cheque especial com a Terra

multidão

No vermelho: diferença entre capacidade de regeneração do planeta e o consumo humano gera um saldo negativo que se acumula desde a década de 80 (Imagem: Getty Images/Matthew Lloyd)

São Paulo – Até o final desta segunda-feira (8), a humanidade terá superado o orçamento do meio ambiente para o ano, passando a operar no vermelho. Em oito meses, esgotamos todos os recursos que a Terra é capaz de oferecer de forma sustentável no período de um ano, desde a filtragem de gás carbônico (CO2) da atmosfera até a produção de matérias-primas para fabricação de bens de consumo.

A conta é do Global Footprint Network (GFN), uma organização de pesquisa que mede a pegada ecológica das atividades humanas no mundo. Até o fim 2016, teremos consumido 1,6 planetas Terra, um apetite absolutamente insustentável no longo prazo.

A diferença entre a capacidade de regeneração do planeta e o consumo humano gera um saldo ecológico negativo que vem se acumulando desde a década de 80, também estimulado pelo crescimento populacional — já somos 7 bilhões de habitantes no mundo e até o final do século, seremos 11 bilhões.

Pior, entramos no vermelho cada vez mais cedo. Vinte anos atrás, o “Dia da Sobrecarga da Terra” acontecia em 10 de Outubro. Mas em 1975, era 28 de Novembro. No ano passado, foi em 13 de agosto. Agora, entramos no vermelho no dia 08.

Se continuarmos no ritmo atual, vamos consumir o equivalente a dois planetas até 2030, antecipando ainda mais o “Dia da Sobrecarga”, para junho, segundo o estudo.

Juros pesados

À medida que aumenta nosso consumo, cresce a nossa dívida Continuar lendo

Árvores urbanas merecem um cuidado especial – por Graziela Lourensoni‏

* Por Graziela Lourensoni

Com a notícia de que mais de 170 árvores caíram em São Paulo após a recente chuva forte que atingiu a cidade, uma questão voltou à tona: por qual motivo elas ainda sofrem tantas quedas em nosso país? Em grande parte das vezes, isso ocorre porque as árvores não recebem os cuidados necessários, são plantadas de forma incorreta ou em locais indevidos.

Muita gente desconhece, mas, antes de plantar uma árvore na calçada, a pessoa deve procurar um especialista técnico para avaliar o espaço. Esse profissional poderá indicar a espécie adequada e orientar como deve ser feita a preparação do solo para receber Continuar lendo

A energia como moeda empresarial‏

Uma tecnologia de EAM (gerenciamento de ativos empresariais) permite que as empresas permaneçam competitivas, ao gerir recursos de forma inteligente e evitar desperdícios

Por Tadeu Longo*

Atualmente, os CFOs e CEOs enfrentam encargos crescentes de despesas com energia, que podem representar até 80% dos gastos operacionais e de manutenção. Mas não é só isso, os regulamentos de conformidade mais estritos sobre as emissões de gases do efeito estufa, resíduos e água também entram na lista de preocupações das empresas, que têm buscado reforçar o resultado financeiro ao identificar as ineficiências energéticas e buscar formas de melhorar a eficiência operacional. O que leva a necessidade de entender melhor as demandas de energia, capacidades de conservação, e a desenvolver uma estratégia abrangente de sustentabilidade.

Até pouco tempo, muitas empresas gerenciavam a energia de forma muito fragmentada. Hoje, para determinar as causas do gasto e do desperdício de energia e aprovar Continuar lendo