Investimentos da China em energia limpa crescem 60% em 2016 e consolidam liderança global

Com um recorde de US$ 32 bilhões em investimentos no exterior somente em 2016, a China está claramente se tornando a líder global em energias renováveis e tecnologias relacionadas.  Segundo o relatório Expansão Global de Energias Renováveis da China, do Instituto de Economia e Análise Financeira da Energia (IEEFA), o crescimento sobre 2015 foi de impressionantes 60%.


O instituto avaliou todos os negócios desse segmento com valores acima de US$ 1 bilhão. A escala e o crescimento do investimento realizado consolidam a liderança global da China em indústrias e em infra-estruturas de energia limpa. Em 2015 empresas chinesas realizaram oito investimentos no exterior superiores a US$ 1 bilhão cada, totalizando US$ 20 bilhões. O valor em 2016 foi 60% maior, alcançando a marca de US$ 32 bilhões em onze transações separadas conduzidas por empresas chinesas – duas delas, no Brasil.

 

A State Grid Corp da China (SGCC), maior empresa de eletricidade do mundo, fez o maior acordo de distribuição de energia renovável e eletricidade de 2016, com um investimento de US $ 13 bilhões para uma participação no controle da CPFL Energia no Brasil SA.  Outros US$ 1,2 bilhão foram investidos pela Three Gorges Corp  no Brasil ao longo de 2016.

 

A China já é líder mundial em termos de investimento doméstico em energia renovável e setores associados de baixa emissão de energia. O país investiu US$ 103 bilhões em 2015, um aumento de 17% em relação ao ano anterior, de acordo com a Bloomberg New Energy Finance, ou duas vezes e meia o investimento anual realizado pelos EUA.


Investimento e empregos andam de mãos dadas. De acordo com o World Energy Outlook 2016 da Agência Internacional de Energia, a China detém 3,5 milhões, dos 8,1 milhões de empregos em energia renovável no mundo. Nos Estados Unidos, são 769 mil empregos relacionados com energias renováveis.

 

A China está ativamente prosseguindo uma estratégia de se tornar global em energias renováveis, particularmente em conjunto com seu programa “One Belt, One Road”.  Em 2016, o país estabeleceu o Banco de Infra-estrutura e Investimento da Ásia (AIIB) e o Novo Banco de Desenvolvimento (também chamado de BRICS Bank). Quando combinado com a capacidade de investimento estrangeiro do Banco de Importação e Exportação da China e do Banco de Desenvolvimento da China, a China está claramente desenvolvendo capacidade financeira para impulsionar fusões e aquisições.

 

O relatório também mostra como o resultado da eleição norte-americana significa que os EUA provavelmente ficarão ainda mais atrás da liderança global da China no futuro. “Os Estados Unidos já estão bem atrás da China na corrida para garantir uma maior participação no florescente mercado de energia limpa. Com o presidente eleito Trump falando de carvão e de gás, as possíveis mudanças nas políticas domésticas não são um bom presságio “, analisa Tim Buckley, diretor de Estudos de Finanças Energéticas da Australásia do IEEFA. “Se os EUA forem sérios sobre estimular o crescimento baseado em manufatura, este não é um setor para o qual se deva virar as costas.  A China entende que as renováveis apresentam uma enorme oportunidade comercial. Ela está se preparando para ser incomparável na liderança de energia limpa hoje. Os EUA deverão  lamentar nos próximos anos “. 

O relatório  Expansão Global de Energias Renováveis da China pode ser baixado em http://ieefa.org/wp-content/uploads/2017/01/Chinas-Global-Renewable-Energy-Expansion_January-2017.pdf

 

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Tim Buckley é o diretor de estudos de finanças de energia, Australásia, para IEEFA. Ele tem 25 anos de experiência em mercados financeiros, incluindo 17 anos com o Citigroup culminando como Diretor Administrativo, Chefe de Australasian Equity Research.

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SOBRE IEEFA
IEEFA realiza pesquisas e análises sobre questões financeiras e econômicas relacionadas com a energia e o ambiente. A missão do Instituto é acelerar a transição para uma economia de energia diversificada, sustentável e rentável e reduzir a dependência do carvão e outros recursos não renováveis de energia.


Fonte: AI

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