Itaipu inaugura serviço inédito de compartilhamento de veículos elétricos

Sistema de Compartilhamento Inteligente (SCI) foi desenvolvido em parceria com a portuguesa Ceiia e atenderá empregados de Itaipu e do PTI.

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Imagem: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional

A Itaipu Binacional e o Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em parceria com o Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel (Ceiia), de Portugal, inauguraram nesta quinta-feira (15), em Foz do Iguaçu (PR), o Sistema de Compartilhamento Inteligente (SCI), para compartilhamento de veículos elétricos.

O projeto é piloto e vai atender, nesta primeira fase, apenas colaboradores de Itaipu e PTI que necessitem fazer deslocamentos dentro da margem brasileira da usina. Toda a operação do sistema será feita a partir de um aplicativo (o Mob-i) que o usuário deverá baixar no smartphone.

Inicialmente, serão empregados no projeto dez veículos elétricos modelo Twizy, da Renault, e quatro pontos de mobilidade inteligente (PMI), que são as estações para retirada e devolução dos carros.

As estações estão localizadas no Escritório Central, Edifício de Produção, Barreira de Controle e Edifício das Águas, no PTI. Na sequência, o serviço será ampliado, com a incorporação de veículos elétricos modelo Zoe, que possibilitarão o deslocamento para fora da usina – a cidade de Foz do Iguaçu e região. Uma das estações será instalada no Centro Executivo, na Vila A.

A cerimônia de lançamento ocorreu no saguão do Edifício das Águas, no PTI, e contou com a participação do secretário de Estado Adjunto e do Ambiente de Portugal, José Mendes, e do diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek.

Também participaram a diretora financeira executiva de Itaipu, Margaret Groff; o diretor-superintendente da Fundação PTI, Juan Carlos Sotuyo; e o CEO da Ceiia, José Rui Felizardo.

Margaret Groff explicou que o compartilhamento (carsharing, em inglês) é mais uma etapa da parceria entre Itaipu e Ceiia dentro do Programa de Mobilidade Sustentável (Mob-i), que começou em 2014 e hoje conta com projetos-pilotos em Brasília, Curitiba e Foz do Iguaçu.

Segundo ela, após a fase de testes o projeto será ampliado. “Nós precisamos testar o sistema e fazer os ajustes necessários. Uma vez consolidado, pretendemos expandi-lo para toda a frota de Itaipu, inclusive os modelos a combustão, otimizando os nossos custos com transporte”, explicou.

No futuro, o sistema poderá ainda beneficiar outras empresas e instituições públicas.

Para José Mendes, o projeto é importante por valorizar a experiência do usuário e, consequentemente, contribuir com a melhoria da qualidade de vida do cidadão. “O que vemos aqui (o compartilhamento), seguramente, é o que vai acontecer com o futuro da mobilidade”, disse.

Mendes ainda destacou o uso de veículos elétricos como estratégia para a “descarbonização da mobilidade”, ou seja, a redução das emissões de gases (o CO2) que provocam o efeito estufa – preocupação que ganhou força na conferência do clima de Paris (COP 21), organizada pela ONU, no ano passado.

“O setor de transporte é um dos que mais produzem emissões e com certeza tem que dar a sua contribuição. Por isso, iniciativas como essa, que estão a acontecer no Brasil, com tecnologia de ponta, são muito importantes”, declarou.

José Rui Felizardo apontou que experiências de compartilhamento existem em todo o mundo, mas o projeto lançado na Itaipu é único por quantificar – por meio do aplicativo baixado no smartphone – as emissões que deixaram de ser feitas com o uso do carro elétrico.

Ainda segundo ele, “a palavra que mais ouvimos aqui hoje não foi tecnologia, foi usuário. Foi com essa ideia que desenvolvemos o projeto. Por isso, é uma iniciativa que tem dimensão social”.

Jorge Samek agradeceu aos parceiros e citou a coincidência de o projeto ser lançado um dia antes de a usina hidrelétrica de Itaipu quebrar o seu próprio recorde de produção de energia – a marca de 98.630.035 MWh, estabelecida em 2013, deve ser superada nesta sexta-feira (16). “Esse modelo de compartilhamento é tão especial que não poderia vir sozinho: ele veio junto com o recorde”, brincou.

Como participar

Para participar, o interessado deverá enviar um e-mail de solicitação aos gestores do programa (mobi.compartilhamento@pti.org.br), que consultarão o gerente imediato do empregado e a Divisão de Transportes da margem brasileira, para saber se a autorização para dirigir na usina está válida. Inicialmente, o cadastro será limitado aos cem primeiros inscritos – para depois ser ampliado gradativamente.

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Com a autorização das áreas responsáveis, o candidato será convidado a participar de um curso de formação, que abordará os seguintes módulos: programa Mob-i e o software Mobi.me; condução do veículo e responsabilidades do condutor; carregamento do veículo; regras gerais de utilização de veículo; e utilização do aplicativo Mob-i.

Após o treinamento, o interessado receberá login e senha para acessar o Mob-i e começar a utilizar o serviço. O aplicativo está disponível para download a partir desta quinta-feira na Google Play (sistema Android) e até o final da próxima semana na Apple Store (IOS).

O app dará ao usuário acesso a um mapa com a localização dos veículos cadastrados, quais estão disponíveis para reserva e as estações de carregamentos. Também será possível checar o nível de carga da bateria dos veículos disponíveis e simular rotas.

O aplicativo ainda terá dados de eficiência, quilometragem, histórico de transações e indicadores de sustentabilidade (como a quantidade de CO2 de deixou de lançar na atmosfera ao utilizar um veículo elétrico).

A Itaipu

Com 20 unidades geradoras e 14.000 MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, mais de 2,37 bilhões de MWh. A hidrelétrica é responsável pelo abastecimento de cerca de 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 75 % do Paraguai. Desde 2003, Itaipu tem como missão empresarial “gerar energia elétrica de qualidade, com responsabilidade social e ambiental, impulsionando o desenvolvimento econômico, turístico e tecnológico, sustentável, no Brasil e no Paraguai”. A empresa tem ainda como visão de futuro chegar a 2020 como “a geradora de energia limpa e renovável com o melhor desempenho operativo e as melhores práticas de sustentabilidade do mundo, impulsionando o desenvolvimento sustentável e a integração regional”.


Fonte: AI

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