BNDES prevê mais 3 fabricantes de painéis solares no Brasil até o final do ano

O país realizou os dois primeiros leilões para contratar usinas solares, em 2014 e 2015, e os geradores que utilizarem placas montadas no Brasil terão acesso a financiamentos com juros abaixo no mercado.

O Brasil deverá atrair até o final deste ano mais três empresas interessadas em montar localmente painéis para a geração de energia solar fotovoltaica, com dois investidores chineses e uma grande empresa brasileira, que iria importar a tecnologia, afirmaram à Reuters dois gerentes da instituição financeira.

O país realizou os dois primeiros leilões para contratar usinas solares, em 2014 e 2015, e os geradores que utilizarem placas montadas no Brasil terão acesso a financiamentos do banco de fomento, com juros bastante abaixo dos praticados no mercado.

Essa fonte de geração dá seus primeiros passos no Brasil, mas as características climáticas favorecem a energia solar no país.

“São players internacionais muito relevantes… todas essas são empresas de grande porte, o que traz uma segurança para o setor de que não são aventureiros, vão trazer capacidade para atender seja projetos de leilão, seja de geração distribuída”, disse a gerente do departamento de energias alternativas do BNDES, Cláudia Noel.

Somente esses três fornecedores somariam 1 gigawatt em capacidade de produção anual, que é aproximadamente o que foi contratado em cada um dos leilões de energia solar já realizados.

Segundo Cláudia, que não quis abrir o nome das empresas porque o assunto ainda não é público, a expectativa do banco é que as fábricas estejam em operação no segundo semestre do ano.

“Houve um atraso da parte deles, não saberia dizer qual o motivo, que postergou para o segundo semestre. Mas acho que não é nada de mais, já estão construindo as fábricas, não existe uma incerteza por parte deles”, disse Cláudia.

Segundo ela, esses três investidores já assinaram termos de compromisso com o banco.

Além desses, existem cinco fabricantes de painéis solares credenciados para vender equipamentos financiados pelo BNDES, mas são todas empresas nacionais, voltadas principalmente a fornecer sistemas de pequeno porte, como placas solares para instalação em telhados de residências ou comércio.

Outro gerente do departamento de fontes alternativas de energia do BNDES, Marcos Cardoso, disse que o país também já atraiu fabricantes de inversores solares, com mais de meia dúzia de empresas fornecendo o produto localmente, entre elas a norte-americana GE, a suíça ABB e a brasileira WEG.

Até o final de 2017, o BNDES exigirá um índice de conteúdo nacional em usinas solares que pode ser atendido apenas com a montagem local dos módulos fotovoltaicos.

Mas empresas que forem além disso poderão ser financiadas com um financiamento maior.

“A gente pode dar mais financiamento… Por exemplo, inversores, que já temos fabricantes cadastrados… é uma boa sinalização de que essa metodologia está dando certo, atraindo investimento. E isso pode também representar alavancagem adicional do empreendimento”, disse Cardoso.

Ele também afirmou que já se instalaram no Brasil fabricantes de “trackers”, equipamentos que permitem que as placas solares das usinas acompanhem o movimento do Sol ao longo do dia, aumentando o rendimento.

“O setor está andando bem, isso está na esteira dos leilões do governo federal”, disse ele.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, disse recentemente à Reuters que o governo pretende contratar ao menos 1 gigawatt em usinas solares por ano para viabilizar a entrada dos fabricantes no Brasil.

Para este ano já está agendado um certame de energia de reserva para 28 de outubro no qual serão contratadas usinas eólicas e solares.

Energia eólica

O BNDES também estima elevar em mais de 30% neste ano tanto as aprovações quanto as liberações de financiamentos para empreendimentos de energia eólica no Brasil.

“A gente pretende aprovar R$ 10 bilhões e liberar cerca de R$ 8 bilhões”, afirmou à Reuters a gerente do departamento de energias alternativas do BNDES, Cláudia Noel. Em 2015, o banco registrou R$ 7,4 bilhões em aprovações e cerca de R$ 6 bilhões em liberações.

O forte crescimento foi previsto apesar de empresas do setor de energia eólica se queixarem de uma maior lentidão na liberação de recursos pelo banco.
Mas a gestora negou que haja problemas.

“Não faltam recursos, é prioritário para o banco apoiar esse setor de renováveis”, disse Cláudia.
Em 2015, o BNDES desembolsou R$ 22,3 bilhões para projetos no setor de energia elétrica, maior montante destinado a essa área na história do banco. “O banco não tem nenhuma limitação, não tem nenhuma deficiência… para liberar e aprovar.

Agora, às vezes os projetos não conseguem atender as condições do banco ou não estão maduros o suficiente para que sejam aprovados”, afirmou.

(Por Luciano Costa)


Fonte: Época Negócios

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