Energia solar gera economia em propriedades rurais do ES

Equipamento aciona bombas que retiram água de poços.
Solução é alternativa para os períodos de seca, segundo especialistas.

sustentabilidade rural

Produtor Moisés Benevides começou a usar energia solar (Foto: Prefeitura Municipal de Itapemirim/reprodução)

Agricultores do interior de Itapemirim, na região Sul do Espírito Santo, estão usando energia solar como alternativa de economia. A iniciativa sustentável, que até poucos meses era desconhecida pelos produtores, consegue gerar bombas para a retirada da água de pequenos poços artesianos.

Segundo os agricultores, a dinâmica é simples e eficiente. O sistema armazena calor no painel suspenso e converte em energia, promovendo o funcionamento da bomba nos poços artesianos.

Em um dia de sol intenso, por exemplo, o equipamento é capaz de bombear mais de 8 mil litros de água ininterruptamente.

O produtor de leite Eliseu Coutinho, de 54 anos, utiliza o sistema há cerca de dois meses. Foi um dos primeiros a fazer uso do equipamento.

Além de abastecer a caixa d’água da casa, na comunidade de Piabanha do Norte, a água também supre as necessidades da criação de 25 cabeças de gado e mantém a produção de ovos. “Não conhecia o sistema, que é muito bom. Estou economizando cerca de 20% e acredito que isso vai aumentar”, comentou.

Quem também já colhe bons frutos com a novidade é o pecuarista Gelson Motté Carvalho, de 55 anos, na comunidade de Afonso.

Há um mês utilizando o equipamento, a água que é bombeada abastece além de sua residência, outras duas casas de seus filhos, e ainda o gado de leite.

“Na época da estiagem, estava difícil. O gasto com   energia  era grande. Agora, consigo captar até 4 mil litros de água por dia. Isso ajuda muito o produtor, ainda mais sendo uma   energia limpa”.

Além de economizar com energia  para abastecimento de água para uso animal e humano, o sistema tem ajudado na produção. Moisés Benevides de Sousa é produtor de farinha e conta que gasta por dia 20 mil litros de água com a plantação de mandioca e a produção.

“A venda de farinha tem baixo lucro, por isso é necessário cortar todos os gastos possíveis. Vendo a farinha em Itaoca, Itaipava e Rio Novo do Sul. Assim, a solução veio em boa hora”, dise.

Alternativa seca
Os equipamentos para produção de energia solar foram distribuídos por meio de um cadastramento na Secretaria de Agricultura. Ao todo 60 kits de bombeamento solar já chegaram às comunidades rurais. A iniciativa, segundo o secretário de Luciano Henriques, é também uma alternativa para os períodos de estiagem.

“As bombas são uma alternativa de energia limpa e renovável. Na época da seca, no ano passado, veio o problema de energia, que ficou mais cara. Surgiu então a oportunidade de trazer o projeto de   energia solar para o município, uma vez que o sistema consegue captar água de maiores profundidades”, explicou.

Ainda segundo o secretário, mais 440 kits de bombeamento por energia solar devem ser instalados. O sistema é capaz de reduzir, em média, os custos com energia em 30%. Cada kit custou R$ 2,5 mil.

A expectativa é de que todas as bombas estejam instaladas nas propriedades do interior até o fim do primeiro semestre deste ano.


Fonte: G1

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