Criador de piso de dança sustentável quer levar ideia para ruas e aeroportos

Dispositivo holandês gera energia elétrica a partir dos passos dos dançarinos.
Primeiro piso de dança foi vendido por 100 mil euros; ele custou 300 mil.

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Michel Smit, um dos fundadores da Energy Floors, veio à Campus Party 2016 (Foto: Bruno Araujo, G1/reprodução)

Ir para a balada, conhecer a mina ou o boy da sua vida, beber um drink belíssimo e, é claro, gerar energia elétrica enquanto você dança. Sim? Não? Pois esse é o produto da Energy Floors, uma empresa holandesa que criou um piso de dança sustentável, que gera eletricidade a partir dos twerks, bailes de favela e passos do robô que o povo faz durante as festas.

Michel Smit, um dos fundadores da Energy Floors, veio à Campus Party 2016 em São Paulo (SP) nesta quinta-feira (28) e não foi para dançar. Ele falou ao público sobre sua ideia inusitada, empreendedorismo, e em como a empresa pretende expandir seus pisos para vias de bastante circulação.

“Também estamos olhando para grandes instalações públicas. Uma ideia é instalar em aeroportos, lugares de muita movimentação, para tentar gerar energia para carregar uma bateria de celular, por exemplo”.

Baladeiro verde
O funcionamento do dispositivo é simples. A partir de um sistema que combina peças mecânicas e elétricas, o movimento dos dançarinos é captado e transformado em eletricidade. O primeiro exemplar surgiu em 2008, com a ideia de uma nova casa noturna sustentável em Rotterdam, na Holanda, mas desde então a tecnologia já apareceu em ações na Torre Eiffel e no Cristo Redentor.

O piso inaugural custou 100 mil euros aos donos da boate. Mas apesar de verde, nem tudo são flores em um empreendimento sustentável. “Para nós custou 300 mil euros. Não foi um ótimo negócio.” Hoje existem quatro casas noturnas com o piso e um novo, de tamanho médio, sai por entre 30 mil e 60 mil euros.

É claro que o movimento do corpo humano só consegue gerar um tanto assim de energia elétrica. Não é como se os dançarinos do piso de dança da Energy Floor fossem capazes de alimentar a mesa do DJ, quiçá a balada inteira. Smit conta que 5 pessoas dançando house conseguem ligar um telefone celular, por exemplo, enquanto 100 profissionais do freestyle são necessários para acionar um televisor.

“Nosso objetivo é aumentar a conscientização sobre eletricidade e o consumo de energia. As boates não esperam economizar energia elétrica com o piso, mas sim atrair o público”, conta Smit. Essa filosofia também permeia o trabalho da Energy Floor. “Nos primeiros dois anos nós investimos bastante em pesquisas e produção, e por isso não tivemos lucro. O lucro tem diversos aspectos. E meu objetivo também é ter um lucro em impacto social”.

Fonte: G1

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