Gerdau fará parceria com Sumitomo Corp e JSW voltada para mercado de energia eólica

É um dos poucos segmentos da indústria com demanda ainda aquecida por aço.

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(FOTO: DREAMSTIME/reprodução)

Gerdau vai formar uma joint-venture com as empresas japonesas Sumitomo Corporation e a Japan Steel Works dedicada ao fornecimento a partir de 2017 de componentes para energia eólica, um dos poucos segmentos da indústria com demanda ainda aquecida por aço.

A parceria, a primeira da Gerdau com as duas empresas japonesas, foi aprovada pelo Conselho de Administração da Gerdau nesta quarta-feira (27/01). A nova empresa será formada dentro da usina do grupo brasileiro em Pindamonhangaba (SP), que passou por ajustes de produção em 2015, com 180 layoff de funcionários que podem durar até o final deste ano.

O novo empreendimento vai fornecer aços especiais para a produção de componentes para torres de geração de energia eólica, segmento que tem sido alvo de investimentos de grupos siderúrgicos do país.

Em 2013, a ArcelorMittal anunciou iniciativa para produção de torres eólicas que usam concreto armado, esperando dobrar suas vendas de aços longos para parques eólicos. Em dezembro passado, o presidente regional da ThyssenKrupp para América do Sul, Michael Höllermann, afirmou que a demanda da indústria eólica por aço seguia elevada.

A joint-venture da Gerdau com as japonesas também vai produzir cilindros para a indústria do aço e do alumínio, com capacidade total de peças para indústria eólica e cilindros de 50 mil toneladas por ano.

A Gerdau afirmou que a parceria envolverá R$ 280 milhões em investimentos para a aquisição de novos equipamentos de produção. A Gerdau aportará ativos para produção dos cilindros, sem previsão de desembolso de caixa. Segundo o grupo brasileiro, a escolha e Pindamonhangaba deve gerar sinergias uma vez que a fábrica já produzia cilindros e está próxima dos centros de produção de aços especiais do grupo no Estado de São Paulo.

A participação da Gerdau na sociedade deverá ser superior a 50% e a dos outros sócios será definida no fechamento da operação.

A iniciativa se enquadra no chamado projeto “Gerdau 2022”, que busca aumento de competitividade do grupo siderúrgico no longo prazo.

“Com a Sumitomo Corporation e a JSW, buscaremos o desenvolvimento de produtos de alta tecnologia para nossos clientes que, consequentemente, geram maiores margens de retorno”, afirmou o diretor-presidente da Gerdau, André B. Gerdau Johannpeter, em comunicado.

O grupo brasileiro citou que a capacidade eólica instalada atual no Brasil responde por 6% (8 gigawatts) da matriz de energia elétrica do país e que em 2024, essa fatia deverá alcançar 11% de participação.

A joint venture ainda precisa de aprovação das autoridades concorrenciais. Segundo a Gerdau, a Sumitomo Corporation não tem relação com a Sumitomo Metal, que se uniu à Nippon Steel, um dos controladores da Usiminas.

Às 14h23, as ações da Gerdau subiam 1,52%, enquanto o Ibovespa avançava 1,93%.

(Por Priscila Jordão)

Fonte: Época Negócios

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