Investimento em pesquisa e conscientização reduziu em 83,3% o uso de agrotóxicos na lavoura de tabaco

O Dia de Controle da Poluição por Agrotóxicos também é data para lembrar das ações bem-sucedidas.

Janeiro 2016 – Nesta segunda-feira, 11 de janeiro, é comemorado o Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos. É inegável que o problema existe na agricultura mundial e brasileira, mas algumas culturas estão apresentando diminuição significativa no uso de agroquímicos. No Brasil, um exemplo é a lavoura de tabaco, que teve redução no uso de princípios ativos de aproximadamente 83,3% nas últimas duas décadas. Atualmente, é usado apenas 1,1 quilo por hectare, índice que elevou o tabaco à condição de produto agrícola comercial que menos usa agrotóxicos no país.

Essa redução, segundo o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, se deve aos trabalhos de pesquisa e desenvolvimento promovidos pelas indústrias do setor e às ações de conscientização junto aos produtores. Através do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), os produtores se comprometem a utilizar apenas produtos registrados e autorizados pelo Ministério da Agricultura e são orientados a aplicar somente as quantidades recomendadas para a cultura. Além disso, um programa que contribui para esta diminuição é o Manejo Integrado de Pragas (MIP), que determina o monitoramento da ocorrência de pragas e a preservação de seus inimigos naturais, promovendo o controle biológico. “Para nós, a redução no uso de agrotóxicos é responsabilidade ambiental e sustentabilidade do negócio”, explica Schünke.

Os dados da redução no uso de agrotóxicos na lavoura de tabaco foram apresentados em estudos realizados por universidades e centros especializados públicos e privados. Exemplos disso são as pesquisas conduzidas pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) e pela Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade de Pelotas (Ufpel). As conclusões das investigações mostram que, enquanto o tabaco usa pouco mais de 1 quilo de ingrediente ativo (IA) de agrotóxicos por hectare, em outras culturas as quantidades são muito maiores, como o tomate, que recebe 36 quilos de agroquímicos por hectare; a batata, com média de 28,4 quilos por hectare, e o morango, com 5,5 quilos por hectare (ver infográficos).

EMBALAGENS

Além da redução no uso de agrotóxicos, o setor do tabaco promove o recolhimento das embalagens desses produtos, para que sejam descartadas corretamente e não haja riscos de poluição. Através do Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, em 16 anos já houve o recolhimento de mais de 12,3 milhões de recipientes usados. Conforme o coordenador do programa, Carlos Sehn, além das embalagens de produtos usados no tabaco, a ação oportuniza aos produtores entregar as embalagens de produtos utilizados em outras culturas agrícolas. “Isso contribui para o aumento da quantidade de embalagens recolhidas pelo programa, pois outras culturas usam volumes bem maiores de agrotóxicos se comparado ao tabaco”, explica.

O recebimento de embalagens atinge 563 municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Os caminhões do programa passam por 2,3 mil pontos de coleta na zona rural, conforme agenda amplamente divulgada, além de convites entregues individualmente aos produtores pelas equipes que prestam assistência técnica. Por sua eficiência, o sistema criado pelo setor do tabaco contribui para os altos índices brasileiros em logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas pós-consumo, que colocam o Brasil na posição de referência mundial. De acordo com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), 94% das embalagens plásticas primárias são devolvidas pelos agricultores. Estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostra que o recolhimento é de 76% na Alemanha, 73% no Canadá, 66% na França, 50% no Japão e 30% nos Estados Unidos.

Realizado pelo SindiTabaco e empresas associadas, com o apoio da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), o Programa de Recebimento de Embalagens tem o objetivo de proporcionar saúde e segurança aos produtores rurais e preservar o meio ambiente. Além disso, faz cumprir o Artigo 53, do Decreto 4.074, de 2002, que determina que os “usuários de agrotóxicos e afins devem efetuar a devolução das embalagens vazias e respectivas tampas aos estabelecimentos comerciais em que foram adquiridos, observadas as instruções constantes dos rótulos e das bulas, no prazo de até um ano, contado da data de sua compra”.

A DATA – Criado há 16 anos, o Dia de Controle da Poluição por Agrotóxicos é celebrado em todo o Brasil, para conscientização quanto aos riscos para o meio ambiente e saúde. A data de 11 de janeiro marca a assinatura do Decreto Federal nº 98.816, que regulamentou primeiramente a Lei dos Agrotóxicos.

Veja o que deve ser feito com as embalagens vazias: Embala Nessa

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Imagem: divulgação

 

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Fonte: Assessoria de Imprensa SindiTabaco

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