5 projetos promissores lançados durante a COP 21

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COP 21: reunião também serviu de pano de fundo para o lançamento de projetos apoiados por empresas e governos. Imagem: Exame/reprodução

Em um marco histórico no final da tarde de sábado (12), em Paris, mais de 190 países do mundo adotaram por consenso um acordo global que busca combater os efeitos das mudanças climáticas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Mas o chamado Acordo de Paris não foi o único desdobramento positivo das duas intensas semanas de negociações da 21ª Conferência das Partes (COP21). A reunião do clima da ONU também serviu de pano de fundo para o lançamento de projetos promissores apoiados por empresas, investidores, governos e a sociedade civil.

Selecionamos, a seguir, algumas das investidas mais bacanas apresentadas em Paris que englobam esforços para solucionar problemas ambientais da atualidade e pavimentam o caminho para uma economia de baixo carbono.

Aliança solar

A era das energias renováveis está cada vez mais próxima. E ela vem acudir aqueles que mais necessitam de luz. Durante a COP 21, Narendra Modi, o primeiro-ministro indiano, e François Hollande, presidente da França, lançaram a Aliança Solar International.

Formada por 120 países, a iniciativa busca fomentar a cooperação e a colaboração entre as nações com maior potencial para utilizar essa fonte de energia a fim de levar luz e esperança para centenas de milhares de pessoas que vivem em áreas rurais e remotas sem acesso à eletricidade.

Pelos cálculos da Aliança, “mais de US$ 1 bilhão em investimentos serão necessários até 2030 para garantir a implantação maciça de energia solar acessível nessa regiões”.

Breakthrough Energy Coalition

Por mais promissoras que as tecnologias de energias limpas possam ser, muitos investidores ainda temem apoiá-las. Mas não um seleto grupo de 28 bilionários, que inclui Bill Gates, da Microsoft, Mark Zuckerberg do Facebook, Jeff Bezos da Amazon e o fundador do gigante chinês Alibaba, Jack Ma.

Eles escolheram a Cúpula do Clima (COP21), em Paris, para lançar a Breakthrough Energy Coalition, uma plataforma de financiamento de projetos de desenvolvimento de energias limpas. De saída, o grupo de investidores comprometeu-se a apoiar projetos de tecnologias em fase inicial em 20 países que integram a coalizão Missão Inovação (veja abaixo).

Coalizão Missão Inovação

Lançada na COP 21, em Paris, a Missão Inovação é uma coalizão de 20 países (até o momento) que prometeram duplicar os investimentos governamentais e / ou coordenados pelo Estado em pesquisas de desenvolvimento de fontes renováveis de geração de energia ao longo dos próximos cinco anos.

O Brasil é um dos signatários da plataforma, que conta ainda com países como o Canadá, Alemanha, Índia, Japão, Arábia Saudita, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos e os EUA.

Pacto Internacional sobre Água

Em tempos em que as mudanças climáticas ameaçam afetar a disponibilidade e a qualidade da água potável em todo o mundo, uma nova aliança global visa assegurar a gestão sustentável dos recursos hídricos. Lançado em Paris, o Pacto Internacional sobre Água engloba 290 organizações de bacias hidrográficas, empresas e sociedade civil para tornar os sistemas de água mais resistente aos impactos das mudanças do clima.

Os compromissos incluem a implementação de planos de adaptação, o fortalecimento e monitoramento da água e sistemas de medição em bacias hidrográficas, além de promover a sustentabilidade financeira e novos investimentos em sistemas de gestão de água.

Aliança dos Negócios para Água e Mudanças Climáticas

As consequências da variação da disponibilidade de água nos negócios também reserva perigos, e as empresas estão atentas ao risco. Durante a COP 21, trinta e duas gigantes mundiais, incluindo a Unilever, Diageo, GSK, Saint-Gobain, Veolia e Danone, lançaram uma nova coalizão chamada Aliança dos Negócios para Água e Mudanças Climáticas.

O grupo tem como objetivo reduzir os riscos relacionados à qualidade e disponibilidade de água. As ações incluirão a medição do impacto da variação da disponibilidade de água nos negócios; elaboração de relatórios de transparência; ação coletiva nas bacias hidrográficas e monitoramento do uso da água na cadeia de valor.

Fonte: Exame

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