Engenheiros de Stanford criam painéis solares que funcionam embaixo d’água

Com novo equipamento, é possível capturar gases do efeito estufa e transformá-los em combustível – em um processo chamado de fotossíntese artificial.

sol_thinkstock

Imagem: reprodução

Engenheiros da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveram painéis fotovoltaicos que podem funcionar embaixo d’água. A grande vantagem do novo equipamento em relação aos painéis tradicionais é que, em vez de operar apenas gerando energia elétrica – que precisa ser consumida na hora ou então jogada na rede de energia – os painéis resistentes à água são capazes de usar a luz solar para promover processos químicos, transformando dióxido de carbono em outras formas de energia. É uma espécie de fotossíntese artificial, como dizem os cientistas.

A pesquisa vem sendo conduzida há cinco anos pelo cientista Paul McIntyre, professor de Stanford e especialista em uso de nanotecnologia em estruturas de materiais não orgânicos. Mas as comprovações dos resultados só aconteceram agora, conforme artigo da revista científica Nature Materials.

Na natureza, durante a fotossíntese, a energia solar é utilizada para combinar água e carbono, criando a energia necessária à sobrevivência das plantas (no caso, açúcares). Na fotossíntese artificial proposta por McIntyre e sua equipe, a energia solar é utilizada para combinar água e dióxido de carbono para a criação de outros tipos de combustíveis, como o gás natural, por exemplo .

Utilizadas em larga escala, as novas células desenvolvidas pelos engenheiros, podem, em teoria, ajudar no combate à mudança climática. A ideia, segundo os pesquisadores, seria canalizar os gases de efeito estufa por meio de chaminés e destiná-los a tanques gigantes onde estariam os painéis. As células solares no interior dos tanques podem estimular reações químicas para transformar os gases de efeito estufa e água em “combustíveis solares”, os “solar fuels.”

A fotosssíntese artificial não é exatamente novidade. O avanço de McIntyer e sua equipe foi a capacidade de criar uma célula fotovoltaica resistente à corrosão provocada pela água. As soluções desenvolvidas até agora não garantiam alto desempenho, o que comprometia as reações químicas – e os resultados do processo.

Fonte: Época Negócios

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