Itaipu pode fechar 2016 com metade da frota formada por veículos sustentáveis

Foto: divulgação

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A meta estabelecida pela binacional, durante a revisão tática e operacional do planejamento empresarial, é alcançar 50% em 2020, mas há chances de atingir este índice já em 2016.

A Itaipu Binacional pode antecipar em três anos a meta de ter a metade da frota da margem brasileira da usina composta somente por veículos sustentáveis, ou seja, abastecidos com combustíveis verdes ou equipados com motor elétrico. Atualmente, esse índice é de 35%. A meta estabelecida pela usina, durante a revisão tática e operacional do planejamento empresarial, é alcançar 50% em 2020.

“Mas esperamos chegar já no final de 2016 com metade da frota formada por veículos sustentáveis”, antecipou o gerente do Departamento de Serviços Gerais, Martinho Jonatas Hagedorn. O assunto foi discutido nessa terça-feira (1º), na usina, durante a entrega dos novos 30 carros Fiat Siena Tetrafuel – um modelo que pode ser abastecido com o biometano, o gás natural derivado da transformação de dejetos da produção agropecuária.

Com as novas aquisições, Itaipu soma agora 36 veículos aptos para receber biometano. São 32 Sienas Tetrafuel, que já vêm da fábrica com o kit para gás veicular, e quatro adaptados em oficina certificada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP): três caminhonetes Mitsubishi L200 Triton flex e um Chevrolet Cobalt flex.

Do total geral de 250 veículos da margem brasileira, 112 são flex (44,8%), 53 elétricos (21,2%), 36 podem ser abastecidos com biometano (14,4%) e 49 a diesel (19,6%). Outros sete Sienas Tetrafuel já estão em processo de aquisição. Com mais 30 Sienas, já será possível atingir a meta de 50% de veículos sustentáveis (o álcool não é considerado um combustível 100% sustentável).

Para o superintendente de Energias Renováveis, Herlon Goelzer de Almeida, “a adesão de Itaipu ao uso do biometano tem uma expressão muito forte com a missão da empresa e visão para 2020, porque atende a todos os preceitos da sustentabilidade, que é baseada em três dimensões: ambiental, econômica e social”.

Ele explica a vantagem em cada uma delas. “Na ambiental, tratando o dejeto, que estaria contaminando córregos, você dá um encaminhamento adequado fazendo a transformação do produto in natura em biogás. Outro ganho para a natureza é a redução do efeito do gás estufa. Na social, é possível criar uma nova cadeia de negócio, ampliando novas frentes de trabalho, para o agricultor familiar, e, por consequência, na econômica, seguindo esse mesmo raciocínio, estabelece um novo produto para o dejeto, que antes, no máximo, só serviria como esterqueiro.”

Abastecimento

Após a apresentação dos novos carros, o grupo foi até o posto de biometano instalado no Parque Tecnológico Itaipu (PTI) para receber informações sobre como é feito o abastecimento com o gás.

O posto foi projetado por técnicos e engenheiros da Superintendência de Energias Renováveis da Itaipu e do Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), e recebe gás produzido em biodigestores da Granja Haacke, de Santa Helena, parceira do projeto. Em seguida, os 30 Sienas foras entregues às respectivas áreas no pátio da Divisão de Transporte.

Martinho Hagedorn explicou que, devido à limitação atual no fornecimento de biometano, por enquanto, apenas 16 profissionais poderão utilizar o gás veicular, com abastecimentos pré-agendados para as manhãs de terças e sextas-feiras. Eles servirão como pilotos de teste, avaliando o desempenho do combustível e informando o setor sobre eventuais problemas e sugestões.

Para o ano que vem, no entanto, está prevista a ampliação da oferta do gás veicular, com a aquisição de novos cilindros para o posto de abastecimento e a construção de uma unidade de demonstração para produção de biometano, em frente ao Mirante do Vertedouro. “A ideia é que, no futuro, todos possam abastecer com o biometano”, disse Martinho.

Pilotos de teste

Susana de Souza da Silva Rodrigues, será um dos pilotos de teste que poderão abastecer o Siena com o biometano. Ela acompanhou a apresentação do novo carro ao lado de Walter Toshio Shirabe. “Acho essa experiência muito importante porque vai ao encontro de todo esse trabalho desenvolvido por Itaipu para incentivar as práticas sustentáveis na empresa”, afirmou Susana.

Para Eli Marcos Finco, a iniciativa de Itaipu, além dos ganhos ambientais, tem potencial de beneficiar os pequenos produtores rurais da região, que podem encontrar na atividade (a produção de biometano) uma nova fonte de renda. “Não tenho dúvida de que é uma ótima iniciativa, estou muito satisfeito em contribuir com esse trabalho.”

Robson Estacio Colombelli ficou atento às explicações da representante da Fiat sobre o funcionamento do carro. Não queria perder nenhum detalhe. “Agora vamos colocar para rodar para ver como é na prática. Sem dúvida, é uma ótima opção utilizar essa tecnologia.”

Fonte: Imprensa Itaipu

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