Campos de golfe abandonados no Japão serão transformados em usinas solares

A usina foi projetada para gerar 26 312 megawatts-hora por ano (imagem: info/reprodução)

A usina foi projetada para gerar 26 312 megawatts-hora por ano (imagem: info/reprodução)

Em um esforço para impulsionar a produção de energia renovável, a fabricante japonesa Kyocera anunciou que está transformando um campo de golfe na cidade de Kyoto em um parque repleto de painéis solares. As operações começaram em 28 de junho e devem reunir mais de 90 000 módulos para captar a energia solar. Segundo a companhia, quando o projeto estiver pronto, em setembro de 2017, a usina será capaz de gerar 26 312 megawatts-hora por ano – energia elétrica suficiente para alimentar 8 100 casas comuns.

Com espaços amplos, planos e de alta exposição solar (quase sem sombras), campos de golfe são os “imóveis” ideais para abrigar painéis solares – e não à toa empresas como a Kyocera enxergaram seu potencial. Nas décadas de 1990 e 2000, o Japão, um dos países mais populosos do mundo, passou por um boom imobiliário que impulsionou a construção de milhares de campos de golfe no país em poucos anos. Mas não demorou muito para a febre passar e muitos deles acabaram abandonados.

Alguns desses espaços estão sendo analisados para serem convertidos em parques e outros empreendimentos comerciais, mas canalizar essa potencialidade em prol da sustentabilidade é algo inédito. A Kyocera também anunciou que está desenvolvendo uma segunda usina solar, em outro campo de golfe abandonado japonês, dessa vez na cidade de Kagoshima. Este, previsto para iniciar operações em 2018, deverá produzir quatro vezes mais energia que o de Kyoto.

Em junho, a própria Kyocera inaugurou outra usina solar inovadora, mas flutuante e à prova d´água, que funciona sobre um reservatório na província de Hyogo. A instalação tem 333 por 77 metros, e vai gerar uma média de 2 680 megawatts-hora anuais, o suficiente para alimentar 820 residências.

Essas iniciativas condizem com um plano energético estipulado pelo Japão depois do acidente na usina nuclear de Fukushima, em 2011. Até 2030, o país quer obter 24% de toda a sua capacidade elétrica a partir de fontes renováveis.

Neste mês de julho, tivemos outras notícias envolvendo energias renováveis. Na primeira semana, o Facebook informou que seu centro de dados no Texas será movido a energia eólica e, na semana seguinte, a Amazon comunicou uma parceria com o grupo Iberdrola para a construção de uma nova fazenda eólica na Carolina do Norte, também nos Estados Unidos.

Fonte: Info

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