Captação de água das chuvas gera até 60% de economia de água

O sistema é uma forma sustentável de adquirir água para vasos sanitários, lavagem de calçadas e irrigação de plantas

Economizar água é o tema do momento. Com a realidade da crise hídrica vivida nas principais cidades do Brasil, a população busca diversas maneiras de sobreviver aos cortes e racionamentos. Para driblar o desabastecimento, uma opção é aproveitar as poucas chuvas, com a captação de água pelo telhado.

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O sistema de captação ajuda a economizar entre 30 e 60% de água e é feita por meio de calhas que escoam a água das chuvas para tubos. Desses tubos, as águas passam por dois filtros, o primeiro um gradeamento, que retém a sujeira grossa, e depois por uma tela, que filtra a poeira. Em seguida, a água é despejada em uma cisterna.

 3A Esalflores, maior floricultura e garden center do Sul do país, localizada na cidade de Curitiba (PR), utiliza o sistema de captação de água de chuva há quatro anos. A cisterna especial do empreendimento tem capacidade para armazenar 15 mil litros, água que é utilizada nos vasos sanitários, na rega das plantas da loja e para lavar o piso, pois a água é cristalina, mas não potável. O engenheiro florestal e gerente da Esalflores, Milton Sanada, explica que a norma exige que o aproveitamento seja feito pelo telhado e não pelo solo, que possui contaminantes. “Por experiência, é possível economizar cerca de 30 a 60% de água. A cada 200 m² de telhado, conseguimos armazenar em períodos chuvosos até 15 mil litros. Como essa água não é potável, resolvemos utilizá-la para a manutenção da loja”, destaca o especialista.

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O sistema na escala desenvolvida para a Esalflores pode custar até R$ 40 mil. Porém, em residências, a captação de água da chuva custa cerca de R$ 4 mil. “É um investimento extremamente válido. Além de todo o resultado financeiro, com um consumo de água até 60% menor, estamos pensando no futuro do planeta, reaproveitando uma água que até então não tinha aproveitamento algum e que contribuía para inundações, já que os grandes centros urbanos são tomados por concreto e essa água não consegue ser absorvida corretamente pelo solo”, completa Bruno José Esperança, diretor geral da Esalflores.


FonteP+G Comunicação Integrada

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